Judaísmo I
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O judaísmo é considerado a primeira religião monoteísta a aparecer na história. A principal crença dos judeus é a existência de um único Deus, criador de tudo e de todos. Para os judeus, Deus tem uma ligação especial com eles, acreditam que Ele estabeleceu um acordo com os Hebreus, fazendo que eles fossem o povo escolhido para habitar a Terra prometida, Canaã, atual Israel.
O judaísmo é a religião monoteísta que atualmente possui o menor número de fiéis, com aproximadamente 14 milhões de adeptos, sendo que 107.331desses estão no Brasil, de acordo com o censo demográfico IBGE de 2010.
Dentro da religião judaica existem algumas subdivisões. Os judeus ortodoxos são caraterizados pela rigorosidade em seus costumes e rituais, são os mais tradicionais, seguem de forma fiel as regras estabelecidas pelas leis sagradas. Já os judeus conservadores, não admitem profundas modificações na essências de suas crenças, mais conforme a necessidade de seus fiéis, permitem algumas a adaptações de alguns aptos. Por fim, a classe dos judeus reformistas defende a modificação e a implantação de novos conceitos nas praticas judaicas, procuram se adaptar ao momento atual.

Origem:
De acordo com as escrituras sagradas, o Judaísmo surgiu por volta de 1.800 a.C, quando Abrãao recebeu um sinal de Deus para que deixasse o politeísmo. Um neto de Abrãao, chamado Jacó, luta com um anjo do Senhor e tem seu nome mudado para Israel. Os doze fihos de Israel, deram origem às doze tribos que formava o povo judeu.
Por volta de 1700 a.C o povo judeu migra para o Egito, onde foram escravizados pelo faraó por cerca de 400 anos. A fuga desse povo foi comandada por Moisés, que recebeu a tábua dos Dez mandamentos no monte Sinai. O povo judeu ficou vagando pelo deserto, durante 40 anos, até receberem um sinal de Deus para que voltassem a Canaã, a terra prometida.
A história desse povo, é marcada por exílios. Entre 500 a.C e 100 a.C, em Israel, ocorreram as dominações estrangeiras, primeiro os babilônicos, depois os persas, depois Alexandre Magno, os remos gregos, e por fim os Romanos. Nos séculos seguintes o problema foi ainda mais grave, a expulsão do povo judeu da Espanha, em 1494 e o extermínio nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

Livro Sagrado:

O livro sagrado dos judeus é a Bíblia, mas apenas a parte dos cinco primeiros livros, -o Gênesis, o Êxodo, o Levíticio, Os Numeros e o Deuteromônio- do Antigo Testamento. Essa organização diferenciada da Bíblia que conhecemos é chamada de Torá.
Símbolos sagrados:

Menorahé um candelabro dos sete braços. O número sete é para os Judeus o número da plenitude, da perfeição. Essa ideia está vinculada a criação do mundo, Deus o criou em seis dias e no sétimo descansou.

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Estrela de Davi - (chamada de Escudo de Davi), é um símbolo real, um selo de realeza representativo do reinado de Davi sobre a Terra.

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Kipá: deve estar sempre sobre nossa cabeça, lembrando que há alguém acima de nós.

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Talit: É usado na hora das preces judaicas.

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Sinagoga - É o lugar de oração, de estudo e de reunião.

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Ciclo de vida dos judeus:

O ciclo de vida de um judeu, é marcado por uma série de tradições religiosas que devem ser cumpridas fielmente durante sua vida. Essas tradições iniciam no nascimento e seguem no dia a dia de um judeu. Segundo Gaarder, Hellern e Notaker (2000) os principais rituais na vida de um judeu são os seguintes:

Circuncisão: Oito dias após o nascimento os meninos são circuncidados, conforme o mandamento da Torá. A circuncisão é feita por um especialista. Os padrinhos levam a criança até o "representante", que a segura.. Durante a cerimônia são realizadas orações, e a criança recebe formalmente seu nome. A menina também recebe seu nome formalmente na sinagoga uma semana depois do nascimento. Seu pai é chamado até a Torá, e se faz uma oração pela mãe e pelo bebê.

Bar Mitsvá e Bat Mitsvá: Aos treze anos o menino judeu se torna um Bar Mitsvá, (em hebraico: filho do mandamento). A cerimônia se passa na sinagoga, no primeiro sábado após seu aniversário. Durante o ano que precede seu aniversário ele deve ter aulas com um rabino ou outra pessoa instruída, para aprender as leis e os costumes judaicos. Quando chega o dia, ele deve se levantar e ler alto seu texto, cantando-o conforme o costume. Isso confirma que ele passou a ser um membro pleno da congregação. Uma menina se torna automaticamente Bat Mitsvá (filha do mandamento) quando completa doze anos. Costuma-se celebrar esse fato no primeiro sábado após seu aniversário. Para isso ela prepara algumas palavras que deve dizer com a bênção depois do serviço.

Casamento: é considerado o modo de vida ideal, instituído por Deus. Um judeu é obrigado a casar com uma mulher judia. Dias antes do casamento, a noiva deve tomar um banho ritual. No dia do casamento, os noivos ficam em jejum até o final da cerimônia. O casamento pode ser celebrado em qualquer lugar, mas normalmente acontece na sinagoga. Em geral é um rabino que realiza a cerimônia. Os noivos bebem de um mesmo copo de vinho, como sinal que iram dividir tudo que vida lhes der. Em seguida, o noivo põe a aliança no dedo da noiva, dizendo em hebraico: "Eis que tu és consagrada a mim por esta aliança, segundo a Lei de Moisés e de Israel".
Enterro: deve ocorrer o mais rápido possível depois da morte. Não é permitido a cremação. Depois que o corpo é lavado, é vestido com uma simples roupa branca e colocado num caixão de madeira sem ornamentos. Os homens são enterrados com seu xale de oração. Não são permitidos flores e músicas durante a cerimonia. São jogadas três pás de terra sobre o caixão enquanto recita-se: "O Senhor dá e o Senhor tira — bendito seja o nome do Senhor".
Para os judeus a morte não é vista como uma tragédia, mas como algo natural. Somos hóspedes temporários na Terra, ou seja, a alma sobrevive quando o corpo falece. Se formos dignos e bons, nossas almas serão recompensadas.

“Pois do pó viestes, e ao pó retornarás", Bereshit 3:19

Sobre a imagem

A imagem retrata um pedaço da Torá Sefaradita, que encontra-se no Museu da História da Inquisição no Brasil. O trecho correspondente ao texto de Bemidbar (livro de Números) do capítulo 34:2 a Devarim (Livro de Deuteronômio) capítulo 2:24, que correspondem as Parashiot (porções semanais) de Mass’ei e Devarim.
Origem: Judeus sefaraditas marroquinos, Século XVIII.

Referências

GAARDER, Jostein; HELLERN, Victor; NOTAKER, Henry. Livro das religiões. São Paulo: Editora Schwarcz Ltda, 2000. Disponível em: <http://ir.nmu.org.ua/bitstream/handle/123456789/143146/99c47c08f92d99f1794d7bf298846a7d.pdf?sequence=1>. Acesso em: 01 jul. 2015.

GREGÓRIO, Sérgio Biagi. Judaísmo e Espiritismo. Disponível em: <http://www.sergiobiagigregorio.com.br/palestra/judaismo-e-espiritismo.htm>. Acesso em: 01 jul. 2015.

MACHADO, Carlos. Judaísmo. Disponível em: <http://religioes.home.sapo.pt/judaismo.htm>. Acesso em: 01 jul. 2015.

Autores do verbete

Gabriela Guesser
Ana Paula Candão Lopes
Jackson da Silva

EMI Estudantes da Turma TST 1° ano

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