Incas
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Os Incas, viveram entre os anos de 3000 a.C. a 1500 d.C, situados mais especificamente na Cordilheira dos Andes, abrangendo regiões da Argentina, Peru, Chile, Equador e Bolívia.

Cultura inca
Os Incas são muito conhecidos atualmente por suas cidades de pedras, mas também são reconhecidos pelo seus artesanatos e suas esculturas feitas de ouro.

Arquitetura
A arquitetura inca é muito marcante, pois possui traços únicos. E mesmo estando em montanhas, eles foram capazes de construir templos, cidades e observatórios astronômicos. Por esse motivo ela é bastante conhecida atualmente, principalmente pela cidade de Machu Picchu.

Machu Picchu
A foto ao lado nos mostra a beleza de uma das mais antigas e importantes cidades do império Inca. Sua arquitetura de pedras e o fato dela estar situada em uma montanha é o que causou a sua popularidade nos dias atuais.
A montanha mais lembrada da cidade é chamada de Huayna Picchu. Era nela que os incas faziam sacramentos e rituais ao deus do Sol.
A pedra onde eram feitos os sacramentos é considerada atualmente, Patrimônio Cultural da Humanidade. Os turistas não podem tocar na pedra pois, segundo a própria religião inca, essa pedra está repleta de muita energia.
A construção dessa cidade está construída em volta de um mistério: Como as pedras que foram utilizadas chegaram lá em cima? Afinal não possuíam nenhum cavalo para carregamento, e a durabilidade dessa construção durou todo esse tempo, sofrendo com vários agentes externos sem nunca ter precisado de argamassa, apenas com dom da engenharia.

Religião
Era uma sociedade principalmente politeísta, ou seja, cultuavam vários deuses. O Deus criador do mundo era chamado de Viracocha. Como criador da vida e terra, ele era adorado sem nenhum tributo ou sacrifício. É considerado um herói cultural por ensinar técnicas e ofícios. A representação desse deus pode ser vista abaixo:

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Outros deuses importantes para a cultura inca

  • Inti, mais conhecido como deus Sol, era aquele que dava a luz e fazia as plantas florescerem com seu calor. Por esse motivo ele era muito adorado pelos incas. Como ritual, acendiam uma fogueira com folhas de coca e milho, e então queimavam uma pessoa para sacrifício. Sua representação está na imagem ao abaixo e como podemos ver, era feita com um rosto sobre um círculo radiante.
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  • Apu Illapu, deus da chuva, era conhecido por sua importância agrícola. Em época de seca todos os incas iam aos templos, construídos em locais altos especialmente para esse deus, para pedir que a chuva viesse dos céus. Ele também era conhecido por proteger guerreiros e camponeses. Algumas vezes eles ofereciam sacrifícios, que dependendo da gravidade da seca, poderiam ser humanos. Segundo a lenda inca, a sombra de Apu Illapu fica na Via Láctea, onde era jogado a água que caia em forma de chuva na Terra.
  • Pachamama, que para eles seriam uma espécie de mãe-natureza.
  • Pachacámac, espírito que encoraja o crescimento de todas as coisas.
  • Mama-Ocllo, deusa da Lua, da fertilidade e das mulheres.

Eles acreditavam que a cada mil anos um novo Sol nasceria, reiniciando todo o ciclo da vida. Durante os séculos XIII e XVI, quando o império atingiu o seu auge graças à fundação da cidade de Cuzco, eles acreditavam que estavam no quinto Sol.

Lendas
Para a cultura inca, a principal lenda que explica a origem da civilização é o dos irmãos Manco Capac e Mama-Oclo.
Viracocho deu vida a seus dois filhos: Manco Capac e Mama-Oclo. Eles foram colocados no Lago Titicaca em suas respectivas ilhas: Sol e Lua. Como missão, tinham que começar a criar uma civilização. Manco colocou seu bastão na terra, e nesse momento uma fenda se abriu, e esse local foi chamado por ele de Cuzco, posteriormente capital do império Inca.

Arte e Música
Os incas eram muito conhecidos por usar ouro em suas esculturas. Infelizmente quando os espanhóis chegaram nessa terra para eles desconhecida, derreteram todo o ouro e levaram à Europa.
Os incas também tiveram sucesso em suas habilidades artesanais, criando coisas a partir de plantas, peles de animais e até mesmo minerais.
A música era usada apenas em rituais e cultos aos deuses.
Podemos afirmar que mesmo sendo um “povo da montanha”, eles conseguiram expandir seu território de forma organizada e estratégica, graças a seus conhecimentos arquitetônicos e artísticos.

Vida Cotidiana
Criaram um interessante e eficiente sistema de contagem: o quipo. Este era um instrumento feito de cordões coloridos, onde cada cor representava a contagem das colheitas, habitantes e impostos. Mesmo com todo desenvolvimento, este povo não desenvolveu um sistema de escrita.

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Agricultura e Pecuária
Domesticaram a lhama e utilizaram como meio de transporte, além de retirar a lã , carne e leite. Além da lhama, alpacas e vicunhas também eram criadas.
A agricultura era muito desenvolvida, plantavam nos chamados terraços (degraus formados nas costas das montanhas). Plantavam e colhiam feijão, milho (que era considerado alimento sagrado) e batata. Construíram canais de irrigação, desviando o curso dos rios para as aldeias.

Minérios
A extração do ouro, prata, e outros minerais sempre fez parte da sociedade inca, onde faziam diversas peças manufaturadas, as quais serviam de oferenda aos deuses ou para o próprio enfeite corporal.

Enterros
A prática mais comum era a mumificação, onde geralmente o morto após mumificado era enterrado sentado. Em ocasiões consideradas importantes para a vida da comunidade, as pessoas mumificadas poderiam ser tiradas de seu “descanso eterno” para presenciar esses eventos, como por exemplo um casamento.

Sacrifícios
Em cerimônias de sacrifício, os Incas ofereciam objetos artesanais ou animais para os deuses. Apesar de serem conhecidos pelos sacrifícios de seres humanos, incluindo crianças, a prática era feita apenas em tempos de forte crise.

Casamento
O casamento inca era mais uma negociação do que um laço afetivo entre duas famílias.

A Conquista do Império Inca

A Guerra dos Dois Irmãos
No século XVI houve uma guerra civil que se prolongou por doze anos quando o cruel Huayna Capac se tornou imperador. Foi nessa época também que começaram a se espalhar rumores sobre a chegada de estrangeiros nas proximidades do império inca, estes que eram tidos como divindades pela utilização de armas de fogo. Eles trouxeram consigo doenças que acabavam por matar soldados nativos.
Quando Huayna Capac morreu ocorreu uma disputa entre seus dois filhos: Huascar e Atahualpa. A capital Cuzco havia sido concedida a Huascar, o suposto novo imperador. A Atahualpa foi dado o território ao norte de Quito (cidade atual do Equador), sendo que ele reivindicava ser o filho favorito de Huayna, deixando Huascar enfurecido. A chamada “Guerra dos Dois Irmãos” levou cerca de cem mil pessoas à morte.
Depois de muita batalha, Atahualpa derrotou o irmão. O vencedor se deixou levar pela loucura, tornando-se muito violento e tratando os perdedores de forma cruel.
O império estava devastado quando Atahualpa tornou-se imperador. Os estrangeiros eram o espanhol Francisco Pizarro e seus companheiros, os homens da “Castilla de Oro”, que se aproveitaram do momento crítico pelo qual os incas estavam passando para levá-los ao fim, capturando seu líder e seus nobres em 16 de novembro de 1532.

A conquista espanhola

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Francisco Pizarro (Imagem ao lado) abordou Atahualpa em seu acampamento, enquanto ele estava viajando, ao enviar um mensageiro para marcar um encontro. Quando chegou no local onde supostamente iriam se reunir, foi ameaçado por Vicente de Valverde, um dos homens de Francisco, que alegou que se os incas não se convertessem ao Cristianismo eles seriam vistos como inimigos da Igreja Católica e da Espanha.
Atahualpa discordou imediatamente, fazendo os espanhóis abrirem fogo contra os incas, matando toda a comitiva do imperador e o tomando como prisioneiro.
Mesmo não sendo maltratado pelos espanhóis, Atahualpa buscou se libertar através de um acordo: pagaria uma grande quantia em dinheiro (o equivalente a encher um quarto com peças de ouro e outro com peças de prata). Francisco Pizarro aceitou, no entanto, não tinha intenção alguma de cumprir com sua parte do trato, visto que necessitava da influência do imperador para executar seus planos sem causar uma reação maior dos incas.
Atahualpa, vendo que Huascar ainda estava vivo e percebendo que ele poderia ser útil para os objetivos espanhóis, ordenou a sua execução. Francisco Pizarro viu suas intenções frustradas e acusou o imperador inca de doze crimes, sendo os principais o assassinato do irmão, prática do politeísmo e conspiração contra o Reino da Espanha, sendo automaticamente julgado culpado e condenado a morrer queimado.
No momento de sua execução o imperador implorou por sua vida. O padre Valverde fez uma proposta na qual o inca se convertia para o Cristianismo e reduzia sua sentença condenatória. Atahualpa concordou e foi batizado à noite, sendo que foi morto por estrangulamento no dia 29 de agosto de 1533.
A instabilidade ocorreu rapidamente. Francisco Pizarro nomeou Toparca, um irmão de Atahualpa, como regente fantoche até sua inesperada morte. Diversas partes do império se rebelaram e começaram a formar alianças com os espanhóis para combater os incas resistentes. As terras e culturas foram esquecidas, fazendo com que a fome pela escassez de alimentos reinasse. Os incas conheceram a doença impregnada no dinheiro e passaram a roubá-lo e escondê-lo. A proliferação de doenças provenientes da Europa as quais os incas não tinham defesa alguma foi uma das principais causas da morte de milhares de pessoas. O grande Império Inca já não existia mais.
Após o Domínio
O Império Inca foi derrubado por menos de duzentos homens e vinte e sete cavalos, mas também por milhares de ameríndios que se juntaram às tropas espanholas por descontentamento em relação ao tratamento dado por ele. Francisco Pizarro e seus homens não só dominaram os incas fisicamente, utilizando os sobreviventes para trabalho escravo na exploração de prata nas Minas de Potosí, como também os oprimiram culturalmente ao restringir suas antigas tradições e conhecimentos
A parte da herança cultural que se refere à fala quíchua e aimará foi mantida, visto que a Igreja Católica escolheu estas línguas nativas como veículo da evangelização dos incas, tornando-as as mais faladas entre os ameríndios.
A destruição dos incas e sua exploração foi objeto do movimento revolucionário peruano do século XX, o “Movimento Revolucionário Túpac Amaru”, e o movimento uruguaio dos Tupamaros, cujos nomes foram inspirados no último líder inca, Túpac Amaru. A história do planeamento econômico dos incas junto a pensamentos maoístas são a inspirações revolucionárias do movimento Sendero Luminoso no Peru.

Os descendentes dos incas

Os atuais povos indígenas no Peru são descendentes dos Incas, uma vez que atualmente exista apenas um povo descendente direto dos Incas, os Querôs, este que ficou isolado por quase três séculos na Cordilheira dos Andes (preservando hábitos e tradições dos Incas) fugindo dos colonizadores espanhóis. Hoje eles seguem uma rotina simples e ao mesmo tempo esforçando-se para se adaptar ao mundo contemporâneo.

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Referências Bibliográficas

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Alunos

Laura Maria Schneider
Leonardo Leite
Mariana Hack Comunello
Thiago Dalmedico Flores

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